O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje que as forças armadas vão ampliar a “zona tampão” no sul do Líbano. Essa medida surge como parte das ameaças de ocupação de território libanês em meio ao conflito com o Hezbollah, grupo militar libanês aliado ao Irã.
“Estabelecemos uma zona de segurança eficaz que impede qualquer intrusão em direção à Galileia e à fronteira norte”, declarou Netanyahu em um vídeo. “Estamos expandindo essa zona para afastar a ameaça dos mísseis antitanque e criar uma zona de segurança mais extensa”.
Após o Hezbollah retaliar contra Israel em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o Líbano se viu envolvido no tumulto que assola o Oriente Médio há mais de quatro semanas, tornando-se uma das diversas frentes de conflito. O Ministério da Saúde libanês relatou que mais de 1.000 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas em ataques israelenses desde o início da guerra.
A declaração de Netanyahu vem um dia depois de o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmar que as forças armadas tomarão controle do sul do Líbano, avançando até o rio Litani, localizado a cerca de 30 km da fronteira entre os dois países.
O ministro da Defesa também anunciou a destruição de cinco pontes sobre o rio Litani, utilizadas pelo Hezbollah para o transporte de terroristas e armas. As Forças de Defesa de Israel controlarão as demais pontes e a zona de segurança até o rio, conforme relatado pela agência de notícias AFP.
Prevendo a possibilidade de ocupação de território libanês, autoridades israelenses reforçaram a retórica hostil. O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu a ampliação da fronteira com o Líbano até o rio Litani, enquanto Netanyahu prometeu continuar os ataques contra o Líbano e o Irã após um míssil iraniano atingir o centro de Tel Aviv, deixando seis feridos leves.
As ameaças de Netanyahu e a perspectiva de ocupação do Líbano diminuíram as expectativas de um acordo para encerrar o conflito, apesar das iniciativas de mediação lideradas pelos Estados Unidos. “Ainda há mais por vir”, alertou o primeiro-ministro israelense.
