A escolha pelo transporte terrestre ocorreu após ela não ser autorizada a viajar de avião devido a idade gestacional avançada, que já ultrapassa o período permitida pela Anac.
Em entrevista à imprensa, Ana Luísa informou que assim que chegou à capital paulista seguiu diretamente para o local da cerimônia, chegando já no final do funeral, por volta das 11h40. “Foram 21 horas do interior do Rio Grande do Sul até aqui. Estou muito feliz que consegui chegar para me despedir do meu pai, para encerrar esse ciclo e começar esse outro. Eu precisava vê-lo… as pessoas dizem que é só um corpo, mas é muito mais do que isso”, afirmou, visivelmente emocionada.
A decisão de viajar nessas condições também gerou críticas, às quais ela respondeu. “Apesar dos julgamentos com relação à [viagem durante a reta final da] gravidez, o pai do meu filho me apoiou nessa decisão, minha médica também. Tive que vir de ônibus, mas cheguei e consegui me despedir.”
Ainda durante a conversa com a imprensa, Ana relembrou a convivência com o pai, especialmente antes do episódio que interrompeu a carreira dele. “As pessoas conheciam meu pai como artista, eu tive a oportunidade de conviver com meu pai até os meus 6 anos, que foi quando ele levou o tiro. Ele sempre foi um homem incrível, bondoso, generoso. Tínhamos momentos maravilhosos juntos. Apesar de ele não poder estar sempre presente por conta das novelas e gravações, ele fez por mim tudo o que pôde, e eu por ele também.”
Em uma das últimas visitas que fez a São Paulo, ela conseguiu dividir com o pai a notícia da gravidez, em outubro de 2025. “Consegui contar e ver ele esboçar um sorriso pra mim. Ele só se comunicava pelo olhar, estava praticamente vegetativo, muito difícil a última vez que vim para cá, em outubro, se não me e. Sinto que foi a última emoção que vi no rostinho dele. Fiquei feliz de conseguir contar para ele, porque ele queria, de fato, ser avô.”
Morando no Sul do país, Ana comentou sobre o desafio da distância e a importância do apoio familiar neste momento delicado. “Agora, nessa reta final, está sendo muito difícil. Eu precisava estar aqui. Não ia me perdoar como pessoa, como filha [se eu não tivesse vindo].”
Ela também refletiu sobre a despedida e o processo de luto. “Fiz tudo o que pude para estar com ele nesses últimos momentos. Não pude estar fisicamente por motivos maiores. É muito difícil o momento da perda. Eu sabia que esse dia ia chegar, na verdade eu me preparo há anos, eu sabia que ia ser muito difícil, mas não esperava que seria em um momento tão delicado. Mas, enfim, as coisas nunca foram fáceis para mim e para a minha família. […] Meu pai deixou um legado de força que quero honrar. Estar aqui e atravessar isso é uma forma”, completou.
Ana chegou por volta das 11h40, já próximo do horário previsto para o encerramento da cerimônia, ao meio-dia, devido a um atraso na viagem. A irmã dela, Vitória Brenner, filha caçula do ator com a modelo Denize Taccto, também esteve presente na despedida.
