Indígenas de diferentes regiões do Brasil desembarcam em Brasília para o Acampamento Terra Livre 2026.

Os povos indígenas de todo o país chegaram a Brasília para participar da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026) no Eixo Cultural Ibero-Americano, no centro da capital federal. Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o evento, que vai até sábado, é considerado a maior mobilização do movimento no país, com a participação de milhares de pessoas, incluindo indígenas e não indígenas.

O ATL reúne representantes de grande parte dos povos originários do Brasil para discutir a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas. Além disso, o evento também aborda temas como a participação político-eleitoral indígena, a crise climática e a defesa da democracia. No entanto, a necessidade de reconhecimento do direito dos povos originários à terra continua sendo o foco central das discussões.

O coordenador executivo da Apib, Dinamam Tuxá, destacou a importância da criação de novas terras indígenas, ressaltando que, embora algumas tenham sido homologadas nos últimos anos, ainda existem muitas áreas reivindicadas em análise. A mobilização também marca o início do Abril Indígena, com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, buscando chamar a atenção para questões como saúde, educação e relações internacionais com outros povos indígenas.

O Acampamento Terra Livre inclui uma série de atividades, incluindo marchas contra propostas de lei que vão contra os interesses dos povos indígenas, como a liberação da mineração em terras indígenas. Além disso, o evento também aborda a importância das eleições de 2026 e a participação política indígena. Participantes como Cotinha de Sousa Guajajara e Oziel Ticuna compartilham suas expectativas e experiências no ATL, destacando o papel crucial do evento na luta pelos direitos e territórios indígenas.