O comandante do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, Dan Caine, declarou em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 8, que as tropas americanas estão preparadas para reiniciar operações militares contra o Irã, caso não se estabeleça um acordo de paz duradouro. Essa declaração surge logo após a assinatura de um cessar-fogo temporário entre Washington e Teerã, que ambos os países consideraram uma conquista.
“Esperamos que o Irã opte por um acordo de paz sustentável”, afirmou Caine aos jornalistas no Pentágono. Ele destacou que “um cessar-fogo é apenas uma pausa”, e que a força conjunta permanece pronta para retomar as ações militares com a mesma agilidade e precisão demonstradas nos últimos 38 dias, caso seja necessário.
A guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã teve seu início em 28 de fevereiro, quando uma operação coordenada entre Washington e Tel Aviv atingiu várias áreas da nação persa. O conflito rapidamente se transformou em uma crise de proporções globais, à medida que Teerã bloqueou o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio mundial de petróleo, como resposta aos ataques, aumentando a pressão sobre o presidente americano Donald Trump.
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Após semanas tentando persuadir aliados a apoiá-lo na reabertura do estreito, Trump intensificou seu discurso ao ameaçar promover “a destruição de uma civilização inteira” caso Ormuz não fosse liberado até a noite de terça-feira, 7. Embora essas declarações tenham gerado receios de uma escalada no conflito, as hostilidades diminuíram algumas horas antes do prazo final, resultando na concretização da trégua.
Com um prazo estabelecido de duas semanas para negociações visando um encerramento definitivo das hostilidades, o cessar-fogo foi celebrado como um sucesso tanto por Teerã quanto por Washington. Para o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, essa trégua evidenciou a derrota militar do Irã, que teria ficado sem opções além de negociar.
Por outro lado, autoridades iranianas alegam que os Estados Unidos enfrentaram uma “derrota histórica e esmagadora” com a interrupção dos conflitos. Elas sustentam que a estratégia inicial de Washington e Tel Aviv – direcionada ao alvo das lideranças do regime – falhou miseravelmente e que a habilidade do Irã em manter sua posição defensiva obrigou os EUA a reconsiderar aspectos fundamentais das suas divergências.
